SEO e SEM: O que funciona e o que não funciona na web

Este é um painel que participam várias pessoas como o Marcelo Sant’Iago, o Alexandre Kavinsky e a Martha Gabriel, que tem o site que mais abre DIVs popups que eu já vi e isto não combina muito com SEO. Não entendi bem este uso de H1 duplicado, com navegação dentro dele, e ocultando do usuário o navegador, ou seja, o conteúdeo diferente para o navegador e para o usuário. Nem vou entrar no detalhe o keyword stuffing no atributo ALT. É um bom case para o time de spam do Google, não acham?

Na primeira pergunta sobre estratégia, todos falaram sobre palavras-genéricas que costumam ter gastos altos e baixa conversão, enquanto palavras long tail tem gasto menor, mas alta conversão. O Marcelo falou que não se pode generalizar, pois tem campanhas como da Abril em que consegue bons resultados com palavras genéricas.

Falaram novamente do case Tecnisa e da compra de um imóvel com links patrocinados com a palavra gravidez escrita com “s”. Falaram que é importante usar termos digitados errados, mas somente para links patrocinados e não para SEO.

Falaram também da busca universal e o Marcelo lembrou uma polêmica que está acontecendo lá fora que alguns falam que o SEO vai morrer em virtude da busca universal e ele fala o contrário. Concordo com ele, pois a cada dia é necessário se preocupar com outras mídias. Otimizar para imagens, regiões e vídeos já é uma realidade. O Alexandre disse que não acredita que o SEO vai acabar, pois isto só aconteceria se acabasse o algoritmo, o que é muito improvável. Também está certo.

O Marcelo falou que costuma procurar pelo nome dele. E nessa busca encontrou o site do Bruno Torres com um artigo falando do evento. A Martha falou do case do Boticário. O Marcelo falou da NET virtua que em seus resultados tem várias reclamações de usuários.

Falou do caso do Wal-mart que contratou blogueiros para falar dela e criou uma situação difícil para a empresa. Contou também um case da NorthEast Airlines que com um press-release e conseguiu vender muitas passagens por ele. Já falei no curso da importância do uso de press-releases.

Foi falado sobre Black Hat SEO e os cases da BMW e da Ricoh que foram banidas. Marcelo lembrou da confusão de IPs no Brasil, que às vezes você está em um estado, mas o seu IP é de outro. O Alexandre deu a dica de usar no anúncio de link patrocinado o estado da segmentação. Outra pergunta foi sobre compra de palavra-chave de outros anunciantes. O Alexandre falou que depende da relação, mas que o retorno é muito bom. O Alexandre falou de um estudo americano em que mais de 25% dos cliques em links patrocinados são fraudulentos.

16 Comentários

  1. Marcelo Sant Iago

    maio 5, 2008 @ 10:58 am

    Olha o resultado pela busca net virtua

    http://www.google.com.br/search?sourceid=navclient&hl=pt-BR&ie=UTF-8&rlz=1T4GZEZ_pt-BRBR254BR254&q=net+virtua

    Vejam as posições 3, 5 e 6.

    Procurar o próprio nome ou da sua empresa é uma forma de manter sua reputaçào online, ao saber o que seus clientes e parceiros estão falando de sua emrpesa. Não basta investir $$ nos meios offline, pois eles acabam gerando tráfego para a web, onde sua marca pode estar sendo prejudicada.

  2. Paulo Rodrigo Teixeira

    maio 5, 2008 @ 12:04 pm

    Marcelo,

    Estava conversando no evento com o Miguel e falávamos sobre este assunto de gerenciamento de imagem em sites de busca que está começando a ser feito lá fora.

    Muitas pessoas vêem marketing apenas como criar anúncios e ter retorno financeiro. Esquecem de coisas como gerenciamento de marca, branding e satisfação do cliente. Nisso empresas como a Apple e Google estão anos luz, pois já chegam num ponto que ao invés de ter uma avalanche de reclamação, passam a ter advocates ou podemos até chamar de fanboys.

    Um grande abraço

  3. Bibiana

    maio 5, 2008 @ 7:18 pm

    Oi Paulo e Marcelo

    Também acho que esse é um assunto que as empresas têm que começar a dar mais atenção. Fiquei bem curiosa para saber mais detalhes sobre esse case da NorthEast Airlines. Vocês poderiam me dar mais detalhes?

    Obrigada

  4. Luiz Parreira

    maio 6, 2008 @ 1:47 pm

    Obrigado pela “cobertura” do evento Paulo!

    Estou de acordo com o você e com o Marcelo, acho que a Universal Search não vai terminar com SEO, porém dizem que os resultados da SERP terão uma variação enorme, muito maior do que há hoje…. Você acredita nisso? Se for assim ficará melhor para o paid search, pois terão mais “frequencia” nos resultados…

    Um abraço!

  5. Marcelo Sant Iago

    maio 7, 2008 @ 10:48 am

    Bibiana, me manda um email mbreak@gmail.com que te passo o case. Na verdade o case é da é a Southwest airlines.

  6. Marcelo Sant Iago

    maio 7, 2008 @ 10:51 am

    Luiz e Paulo, há um outro fator muuuito importante que acabei não mencionando no painel e pode influenciar de forma decisiva SEO, que é a busca personalizada. Ainda não é muito popular, mas se vier a ser, as pessoas irão logar no seu site de busca e a partir daí os resultados serão diferentes para cada pessoa, baseado em seu histórico de pesquisa.
    Dessa forma, a busca por paris hilton pode significar a patricinha de beverly hills para uns e o hotel hilton em paris para outros.

  7. Rodrigo Pazzini

    maio 7, 2008 @ 10:53 am

    Paulo, o jeito como a Martha Gabriel usa o atributo alt é realmente bizarro. Acho que ela leu o livro do Ricardo Vaz.

    Por outro lado, achei bem interessante os comentários do Alexandre Kavinsky sobre o uso de palavras-chave genéricas. Ele defende o uso dessas palavras como um laboratório de pesquisas, uma maneira de saber as combinações que o usuário utiliza na hora de fazer a busca. Assim, após um tracking bem feito, é possível extrair dessa experiência vários termos Long tail e economizar nos investimentos futuros.

    abraço!

  8. Brian Barnes

    junho 3, 2008 @ 2:11 pm

    Olá Paulo, antes de mais nada, parabéns pelo site. Tem sido muito útil para o meu aprendizado nesta área.

    Gostaria de tirar uma dúvida.
    Ao final deste artigo, você comenta sobre o uso do estado da segmentação em anúncios de link patrocinado. Ou seja, colocar o nome do estado, região ou cidade no texto do anúncio, certo. Mas quanto a segmentação das impressões. Tenho um cliente que segmenta o sul e sudeste como sua área de cobertura. Liguei para o suporte do Google para me informar melhor à respeito do que seria melhor para mim, criar uma campanha segmentada por IP, ou criar uma campanha com o uso dos estados que não quero atingir como palavras-chave negativas. O suporte me respondeu que o ideal é criar duas campanhas semelhantes, cada uma com um dos dois tipos de segmentação por estado ou região. Gostaria de saber a sua opinião à respeito disso. Ou quem sabe, vai uma dica para um novo post.

    Muito Obrigado!

  9. Gabriel Barbosa

    junho 6, 2008 @ 11:12 am

    Olá Brian,
    tudo bem?

    Respondendo sua pergunta, na minha opnião, não é valido utilizar segmentação por impressões em links patrocinados, no Brasil. Isso porque os IP´s não são necessariamente organizados geograficamente, e você pode acabar segmentando para um público que não é o seu objetivo.
    Já a segmentação de colocar o nome do estado, região ou cidade no texto do anúncio vale um teste, porque isso pode influenciar a taxa de cliques, CPC, etc..

    espero ter ajudado,
    muito obrigado e abraços.

    Gabriel Barbosa

  10. João Pedro

    junho 20, 2008 @ 8:34 pm

    Muito bom isso que vocês fazem, funciona mesmo…

  11. Cleiton Alves

    julho 27, 2008 @ 7:27 pm

    Muito legal o texto… estarei sempre aqui procurando dicas para meu portal: http://www.ousar.net

  12. Brunno

    junho 11, 2009 @ 10:55 am

    Paulo,
    As visões de Marcelo Sant’Iago, Alexandre Kavinsky e Martha Gabriel são muito bem estruturadas/embasadas, principalmente quando analisadas tendo uma visão de tendências e novos caminhos que as tecnologias seguem.
    Creio que se você tiver embasamento acadêmico e prático que sejam válidos e reconhecidos (não só por você), você pode (com toda certeza) mostra o seu ponto de vista, contrapondo o deles!
    Abraços
    PS: Seu esforço para divulgar informações sobre SEO e SEM é muito legal!

  13. Luiz Fernando

    dezembro 18, 2009 @ 3:30 pm

    Olá Paulo,

    Aproveitando que estamos falando do que funciona e o que não funciona do Q.SEO e Q.SEM, queria levantar uma dúvida.

    No seu livro, na parte de meta keywords, você dá o exemplo:

    Depois tem uma frase assim: “Dependendo do projeto, não compensa criar uma meta keywords para cada página do site, afinal, será o seu tempo gasto em algo que não tem pouca relevância.”

    Eu li num site estrangeiro (http://www.optimet.net/meta_tag_explanation.htm) que é muito relevante e que as palavras devem ser separadas por vírgulas SEM espaço. Exemplo:

    Perguntas:
    – na sua frase “… não tem pouca relevância…” você quis dizer que é MUITO ou pouco relevante?
    – devo usar sem vírgulas ou com vírgulas?

    Gostaria de deixar aqui meu agradecimento quanto à ajuda que seus dois livros tem me dado.

  14. Luiz Fernando

    dezembro 18, 2009 @ 3:39 pm

    Olá Paulo,

    Aproveitando que estamos falando do que funciona e o que não funciona do Q.SEO e Q.SEM, queria levantar uma dúvida.

    No seu livro, na parte de meta keywords, você dá o exemplo:
    meta name= keywords content=animais de estimação, petshop, ração, cão, gato
    Depois tem uma frase assim: “Dependendo do projeto, não compensa criar uma meta keywords para cada página do site, afinal, será o seu tempo gasto em algo que não tem pouca relevância.”

    Eu li num site estrangeiro que é muito relevante e que as palavras devem ser separadas por vírgulas SEM espaço. Exemplo:

    meta name=keywords content= animais de estimação,petshop,ração,cão, gato

    Perguntas:
    – na sua frase “… não tem pouca relevância…” você quis dizer que é MUITO ou pouco relevante?
    – devo usar sem vírgulas ou com vírgulas?

    Gostaria de deixar aqui meu agradecimento quanto à ajuda que seus dois livros tem me dado.

    (eu tinha escrito já mas não apareceram as tags, tirei os sinais daí.)

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