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Um Google Bomb cínico e mentiroso?

Recebi um comentário um tanto suspeito com um link com texto âncora “cínico e mentiroso” para um possível site do político José Serra. Ao invés de simplesmente avisar sobre um novo Google Bomb sobre um político famoso, preferi fazer uma rápida análise da situação.

Só relembrando, o Google Bomb funciona com a pessoa digitando a palavra-chave, que no caso é cínico e mentiroso, na caixa de busca do Google e apertando o botão estou com sorte. A página aberta é vítima da associação com o termo procurado que em questão é um possível site do José Serra.

Serp de Cínico e Mentiroso

É difícil saber qual o motivo por trás desta história, mas chequei a propriedade deste domínio e vi que a empresa dona deste domínio possui vários outros domínios registrados com nomes de políticos e pastores. Não aparenta que eles tenham feito o Google Bomb. Olhando o site, percebi que realmente o termo do Google Bomb não está dentro da página. Também percebi que a página tem um título com um conteúdo esquisito:

A frase “governador de jose” não faz muito sentido e existe uma repetição de palavra-chave caracterizando Keyword Stuffing. Nem se fala da quantidade de caracteres no título e na meta tag description.

Keywords do site do José SerraAlém disto, vejam a caixa da imagem ao lado que é um print da coluna direita do site, posicionada logo abaixo dos anúncios do AdSense. Um amontoado de palavras-chave sem real intuito de ajudar o usuário e sim alimentar de palavras-chave para o robô de busca. Vejam as últimas linhas. A sequência de palavra-chave foi repetida oito vezes seguidas. Realmente existe necessidade de tanta repetição ou é uma estratégia para manipular o algoritmo?

Bom, antes de terminar, não tenho nenhuma associação política nem com a posição nem com a oposição. Quando divulguei o Google Bomb do Lula, sofri um flame war. O intuito é tentar alertar sobre este novo Google Bomb, informar sobre a ação do site em questão e aproveitar e orientar o dono do site do risco de punição que ele corre e provavelmente ele não sabe.

E por falar um punição, cuidado com vunerabilidades dentro do WordPress. Tive uma amiga que sofreu um ataque hacker em que inseriram keywords com links em seu site. Ela foi punida e não tinha nenhuma mensagem no Google Webmaster Tools. Atualizem suas versões e verifiquem se seus sites não sofreram um ataque. Você pode ter sido atacado e nem sabe.

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Brasil é o décimo na busca por SEO

Google Trends SEO BrasilEssa é uma notícia para o Brasil comemorar. Pela primeira vez, o Brasil apareceu no Google Trends na quantidade de buscas pelo termo SEO em maio de 2008. Vamos ver se isto continua até o fim do mês. Claro que é apenas a décima posição e comparando com outros países nossa representação é mínima, mas é visível o quanto as empresas e pessoas aqui estão começando a se preocupar com SEO.

Este movimento de crescimento por SEO também tem um lado ruim. Começam a aparecer no mercado especialistas no assunto vendendo óleo de cobra. Aparecem também empresas que praticam spam em buscas prestando serviços. Claro que tem várias empresas excelentes, mas quando uma faz besteira, queima imagem do mercado. Imaginem que tem até praticante de Black Hat SEO lançando livro sobre SEO. Como quem compra um livro vai na confiança de tudo que é publicado é bom, o mercado acaba sofrendo. Por ter anos nesta área, sei que essas pessoas vem e vão, só torço para que não façam um  grande estrago enquanto existirem. A grande vantagem é que tenho conhecido muita gente boa e esforçada entrando neste mercado. Já tive a oportunidade de treinar grandes talentos que já estão começando a despontar no mercado.

Agora um detalhe. Notei que o Google Trends ao invés de aumentar a quantidade de palavras com volume suficiente para aparecer, está diminuindo. O que será que está acontecendo?

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Vida corrida, mas estou com sorte

Estas duas últimas semanas foram muito corridas. Ainda não consegui terminar a edição da cobertura do evento Marketing de Busca, mas ela vai sair. 🙂

Porém uma coisa legal aconteceu quando cobria o 10° encontro Locaweb (que também vai sair a cobertura). Ao fim do evento aconteceu um sorteio. Meus amigos e quem me acompanha pela internet já sabe da minha incrível sorte e como ela envolve pessoas próximas. Voltando ao evento, informaram que iriam sortear um notebook com roteador Wi-Fi. Ao lado meu lado estavam a Marcia e o Ronan, meu primo que convidei para participar do evento. Antes do sorteio, avisei a ambos que um de nós iria ganhar o prêmio. As pessoas nas cadeiras próximas me olharam muito atentas por falar com tanta convicção.

Em resumo, não deu outra. Ganhamos o notebook. O sortudo foi o Ronan, que está feliz da vida com sua máquina nova. Vou colocar as fotos na cobertura para provar que não é história de pescador.

Vou aproveitar o post para contar alguns acontecimentos recentes:

Na próxima vez que tiver um sorteio, fique à vontade para sentar perto de mim. Não custa arriscar.

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SEO e SEM: O que funciona e o que não funciona na web

Este é um painel que participam várias pessoas como o Marcelo Sant’Iago, o Alexandre Kavinsky e a Martha Gabriel, que tem o site que mais abre DIVs popups que eu já vi e isto não combina muito com SEO. Não entendi bem este uso de H1 duplicado, com navegação dentro dele, e ocultando do usuário o navegador, ou seja, o conteúdeo diferente para o navegador e para o usuário. Nem vou entrar no detalhe o keyword stuffing no atributo ALT. É um bom case para o time de spam do Google, não acham?

Na primeira pergunta sobre estratégia, todos falaram sobre palavras-genéricas que costumam ter gastos altos e baixa conversão, enquanto palavras long tail tem gasto menor, mas alta conversão. O Marcelo falou que não se pode generalizar, pois tem campanhas como da Abril em que consegue bons resultados com palavras genéricas.

Falaram novamente do case Tecnisa e da compra de um imóvel com links patrocinados com a palavra gravidez escrita com “s”. Falaram que é importante usar termos digitados errados, mas somente para links patrocinados e não para SEO.

Falaram também da busca universal e o Marcelo lembrou uma polêmica que está acontecendo lá fora que alguns falam que o SEO vai morrer em virtude da busca universal e ele fala o contrário. Concordo com ele, pois a cada dia é necessário se preocupar com outras mídias. Otimizar para imagens, regiões e vídeos já é uma realidade. O Alexandre disse que não acredita que o SEO vai acabar, pois isto só aconteceria se acabasse o algoritmo, o que é muito improvável. Também está certo.

O Marcelo falou que costuma procurar pelo nome dele. E nessa busca encontrou o site do Bruno Torres com um artigo falando do evento. A Martha falou do case do Boticário. O Marcelo falou da NET virtua que em seus resultados tem várias reclamações de usuários.

Falou do caso do Wal-mart que contratou blogueiros para falar dela e criou uma situação difícil para a empresa. Contou também um case da NorthEast Airlines que com um press-release e conseguiu vender muitas passagens por ele. Já falei no curso da importância do uso de press-releases.

Foi falado sobre Black Hat SEO e os cases da BMW e da Ricoh que foram banidas. Marcelo lembrou da confusão de IPs no Brasil, que às vezes você está em um estado, mas o seu IP é de outro. O Alexandre deu a dica de usar no anúncio de link patrocinado o estado da segmentação. Outra pergunta foi sobre compra de palavra-chave de outros anunciantes. O Alexandre falou que depende da relação, mas que o retorno é muito bom. O Alexandre falou de um estudo americano em que mais de 25% dos cliques em links patrocinados são fraudulentos.

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Resultados no estilo Yahoo!

Logo depois do Google, veio o Yahoo! (desculpem o trocadilho). Agora é o presidente do Yahoo! Brasil, Guilherme Ribenboim, que apresenta a sua palestra. Na verdade, o formato foi mais de bate-papo, em que a Sandra Carvalho falava algumas perguntas que eram respondidade pelo Guilherme.

Ela afirmou que antigamente, O Yahoo! era líder em links patrocinados no país, principalmente com pequenas e médias empresas. O Guilherme contou três cases. Um era um pequeno empreendedor, um motorista de Van, que depois de usar links patrocinados, passou a ter uma frota de Vans.

O outro case foi sobre uma confecção de produtos femininos que depois de usar links patrocinados, descobriu que podia alcançar produtos como uniformes e chegou a alterar o foco da empresa para aproveitar este mercado. O assunto emendou se custo de links patrocinados é realmente barato e o Guilherme falou que no Brasil ainda esta barato.

Citou também o case de um grande anunciante da Pepsi em que eles fizeram uma campanha com jogadores de futebol na praia. Eles se preocuparam em comprar as palavras-chave dos nomes dos jogadores. Assim eles aproveitaram o fluxo de buscas devido à campanha para aproveitar estas buscas e converterem para visitas ao site.

Foi perguntado sobre a principal causa de desistência de links patrocinados. A principal é ter sites ruins e exemplificou o uso de Flash, o qual ele não recomenda. Outro motivo é a escolha de palavras-chave amplas e genéricas como Van que podem não gerar um retorno tão grande. Lembrou da importância do Web Analytics, já que medir é tudo. Segundo ele, apenas 30% ou 40% dos grandes anunciantes estão usando links patrocinados.

Falou também sobre um produto novo de unificação de perfis do usuário Yahoo! A ferramenta é como um OpenId em que o usuário vai ter um perfil que terá amigos. Ele exemplificou que nesta plataforma, quem tiver um e-mail enviado por amigos, este e-mail ganhará destaque. Falou de possibilidades como behaviour target para aproveitar em campanhas.

Falou que a equipe de customer service ajuda os usuários a escolher algumas palavras-chave e chega a bloquear algumas palavras, porém com o intuito de ajudar a encontrar palavras que dão mais retorno.

Disse que o uso de gerenciamento de links patrocinados com agência depende da empresa. Se links patrocinados forem core business de uma empresa, é melhor ter uma equipe interna para isto. Do contrário é melhor ter uma agência. O Yahoo! é defensor do SEO. Ele fala que é importante para os sites terem um bom trabalho que ajuda a melhorar a conversão. Falou também da importância dos vídeos virais. Foi perguntado sobre o uso de links patrocinados do Google sobre Yahoo! Ele informou sobre a importância de entender o contexto disso, devido à proposta não solicitada da Microsoft.

O Yahoo agora com o Panamá também leva em conta o fator qualidade, assim como o Quality Score do Google, além do custo do clique. Falou também que a cauda longa é importante para as empresas. O importante é saber construir processos para atingir estes nichos. Reforçou que o Flash não é bom para o marketing de busca e que ele serve mais para recursos multimídia.

Perguntado sobre como é possível aparecer em links patrocinados nos resultados no topo da busca orgânica ao invés de aparecer nos resultados a direita respondeu que os fatores são o clickthrough e preço alto do lance pela palavra-chave.

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A publicidade segundo o Google

Abrindo o evento da Info Marketing de Busca, Alexandre Hohagen, que é o atual presidente do Google Brasil, começou perguntando para o publico quem era de marketing e quem é de tecnologia e depois perguntou se o público preferia uma palestra introdutória de AdWords ou uma palestra avançada mostrando cases. Só uma pessoa respondeu  palestra introdutória e ele fez uma brincadeira com a menina falando que depois ligava para ela explicando AdWords para ela. Claro que o publico com certeza prefere algo mais avançado. O assunto eram os links patrocinados. Na opinião dele, os links patrocinados servem para atender a necessidade de uma pessoa. Falou dos locais de momento de relevância.

Falou que existem sete melhores práticas.

A primeira é “always on”. Tem que estar preparado. Falou que são quase 1.600.000 mil buscas relacionadas somente a turismo. Mostrou palavras-chave de turismo comparadas pelo Google Trends.

A segunda prática e prepare-se online para o que acontece no offline. Assim você garante que estará preparado. Citou o Google Trends comparando Big Brother e Rafinha, Tropa de Elite com cinema. Ambos têm comportamento sazonal. Comparou animais como cachorro, peixe, gato e mostrou que os peixes tem um crescimento sazonal no período da semana santa.

Terceira é: não espere que seus consumidores venham. Nesta prática, ele mostra um exemplo de  uso dos gadgets, Mostrou um Gadget da American Airlines, para marcar viagens.

A quarta é: faça dos vídeos um dos formatos centrais de sua estratégia online. Falou sobre dois vídeos virais como o do Ronaldinho e o Dove evolution. Mostrou também os canais patrocinados do YouTube com o exemplo da Schin com o vídeo do comercial em um canal.

Quinta pratica é: crie oportunidades para o consumidor escolher você. Mostrou o iGoogle e sua personalização que permite também Gadgets com Mashups como o da Nike que serve para encontrar lugares de corrida em diferentes cidades do mundo.

Sexta prática é use a sabedoria popular para gerar inovação e criatividade. Como exemplo citou um lançamento da Fiat que recebeu mais de 15.000 sugestões de design de um novo carro. Citou também um caso do Mastercard em que usuários deveriam postar no YouTube vídeos que seriam priceless (não tem preço).

Sétima prática é esteja onde seus consumidores estão em momentos de relevância. Mostrou um dado que os usuários do Google não ficam mais de 5% dentro das páginas de busca.  O objetivo do Google é que os usuários fiquem o menor tempo possível dentro de sua busca, pois o objetivo é ajudar o usuário onde ele quer chegar.

Simulou um comportamento de desejo de compra de um usuário. Finalizadas as sete práticas, mostrou dois cases montados em parceria no mercado americano. O primeiro foi com a Unilever em que o objetivo era avaliar três partes: o impacto nas vendas, impacto de branding e o comportamento online, Usaram diferentes tipos de display como vídeos, banner e anúncios de texto. O resultado com a combinação de rede de conteúdo e de pesquisa aumentou o branding, as compras offline e o aumento de tráfego no site. Falou que no case, para cada um dólar gasto no Google, os usuários gastaram aproximadamente 1,44 dólares de incremento nas compras. Este teste proporcionou aumentou em 45% de gastos com a marca Ultimate Clear e teve 313% aumento de visita do site da Dove.

O segundo caso é sobre o impacto do offline no ambiente online. Era o caso do Pontiac que fez uma publicidade na TV e no fim do anúncio ele indicavam para o usuário a procurar pelo termo Pontiac no Google. No momento que o comercial foi ao ar, houve um pico de visitas. O volume de pesquisa por hora aumentou também sensivelmente. Falou que não dá para desvincular o que acontece no meio offline para o que acontece no online.

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